É uma manhã de domingo na zona rural de Bangladesh, e mulheres de todas as idades alinham-se junto às paredes da Igreja do Nazareno Shambatti — uma igreja local da denominação situada em uma comunidade tribal —, segurando tigelas nas mãos. A congregação louva enquanto as mulheres colocam o conteúdo de suas tigelas em um grande saco aos pés de Karuna Pathara.
Karuna é a presidente da Missão Nazarena Internacional (NMI) no campo do Sul da Ásia, e o seu marido, Ramesh, desempenha as funções de Superintendente Distrital no Bangladesh. O casal sentiu-se chamado a incentivar o desenvolvimento de uma mentalidade missionária nas igrejas locais. Isto incluiu ajudá-las a começar a pensar em como partilhar o seu tempo e recursos com a igreja global.
“Vocês não precisam de dar dinheiro”, disse Karuna à congregação. “Dêem o que têm.”
Quem tem granjas poderia doar ovos, disse ela. Os agricultores poderiam doar uma cabra. O que importava era retribuir a Deus daquilo que Ele havia provido. Imediatamente, mãos se ergueram na multidão.
“Podemos doar agora?”, perguntou uma mulher.
Quando Ramesh e Karuna concordaram, as mulheres na sala se levantaram e saíram.
Dez minutos se passaram, e as mulheres começaram a retornar aos poucos durante o culto — desta vez, segurando sacolas e tigelas de arroz. Uma a uma, as mulheres se aproximaram de Karuna e depositaram suas ofertas no saco aos pés dela. Alguns deram grandes tigelas de grãos, outros simplesmente um punhado. A mensagem era clara: essas mulheres queriam participar ativamente da obra global de Jesus, da forma que pudessem.
A comunidade em torno da Igreja do Nazareno Shambatti é pequena e carece de recursos, e a congregação pouco havia aprendido sobre retribuir a Deus. Mas Ramesh e Karuna sabiam que a generosidade bíblica não requer riqueza.
“Achamos que os menos favorecidos não vão doar”, diz Ramesh, chamando a atenção para esse equívoco. “Não há pobre aos olhos do Senhor. A missão não é apenas um encontro espiritual, mas também um sacrifício físico. Eles estão sacrificando algo intencionalmente para doar”.
Agora, a congregação reserva um domingo a cada mês para doações missionárias. Ao longo das semanas, as mulheres passam seus dias cozinhando, colhendo e gerenciando suas casas, reservando um punhado de arroz cada vez que preparam alimentos para sua família. No final do mês, cada família traz o que reservou como oferta.
“Vocês não precisam de dar dinheiro”, disse Karuna à congregação. “Dêem o que têm.”
No culto de domingo, a igreja louva enquanto trazem suas ofertas.
“Senhor, que posso dar?”, cantam, “pois Tu deste o Teu filho, e eu dou-Te o que tenho.”
