Encontros inesperados com Deus: a história de AJ

Por:
Eurasia Region Church of the Nazarene
Paisagem cotidiana da Eurásia - 7
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O texto a seguir é uma versão adaptada de uma história publicada anteriormente no site da Igreja do Nazareno Região Eurásia. O testemunho de AJ faz parte da série Everyday Eurasia (Dia-a-dia na Eurásia).

No coração de Ljubljana, Eslovênia, um pequeno restaurante tailandês está situado ao longo de uma rua lateral. Aromas de coco adocicado, molho de peixe saboroso e capim-limão fresco flutuam através das portas duplas abertas. Por dentro, as paredes adjacentes em azul e amarelo brilhante são aconchegantes. Algumas mesas altas estão voltadas para uma grande janela que dá para a cozinha.

Por trás do balcão está o proprietário e chef Prakobsin (também conhecido como AJ), radiante e pronto para servir.

Há mais de 20 anos, AJ se mudou para a Eslovênia, em busca de uma renda estável para si e sua esposa, Rujee, que permaneceu na Tailândia. Rujee finalmente conseguiu se juntar a ele após mais de dois anos separados. Juntos, o jovem casal começou a vender produtos em um mercado local, esperançosos de que poderiam construir um futuro brilhante em seu novo lar.

Mas o sonho rapidamente se transformou em pesadelo quando Rujee foi informada de que seria deportada devido a um mal-entendido relacionado à sua permissão de trabalho. Ela soube que teria que deixar o país por cinco anos antes de ser autorizada a retornar.

AJ ficou arrasado. Ele foi criado em outra tradição de fé e não entendia o que estava acontecendo. Mas Rujee conhecia Jesus, e orou para que ele intervisse. Ela disse a AJ que tudo aconteceria de acordo com o plano do único Deus verdadeiro.

O casal fez os preparativos para que Rujee se mudasse para o Canadá, onde passaria os cinco anos seguintes até poder se reunir com o seu marido. Então, à medida que sua partida se aproximava, Rujee recebeu uma ligação. Foi o escritório do governo local que a informou que seu visto para a Eslovênia estava pronto.

AJ e Rujee não conseguiam acreditar. AJ pediu ao funcionário do governo que repetisse a mensagem: Rujee poderia permanecer na Eslovênia e não precisaria mais temer a deportação. O casal estava cheio de alegria, e AJ sabia que as orações de sua esposa haviam sido ouvidas.

AJ iniciou uma busca sincera por Deus. Ele começou a ler a Bíblia, mas ficou confuso com o que lia — precisava de ajuda para entender o Deus das Escrituras. Então ele começou a orar para que Deus enviasse alguém para guiá-lo.

Anos se passaram. AJ e Rujee decidiram experimentar um novo empreendimento comercial e abriram um restaurante tailandês. A comunidade adorava sua culinária, então abriram um segundo local, depois um terceiro. Ainda assim, AJ orou por alguém que o ajudasse a ler as Escrituras.

Certo dia, uma jovem família entrou pelas portas do restaurante para celebrar o aniversário de sua filha. Eram americanos, mas para grande surpresa de AJ, o pai começou a falar tailandês. O nome do homem era Ryan, e ele e sua família passaram uma década na Tailândia, servindo com a Igreja do Nazareno e compartilhando o amor de Jesus.

AJ perguntou se Ryan também poderia ensiná-lo sobre Jesus. Ele mal conseguia acreditar. Ali estava a resposta à sua oração: no centro da Eslovênia, falando tailandês e saboreando uma tigela de arroz doce com manga.

AJ e Rujee começaram a se encontrar com Ryan todas as semanas.

“Tudo mudou”, diz AJ. Estudar a Bíblia juntos trouxe vida à Palavra de Deus.

À medida que a fé de AJ se aprofundava, ele começou a fazer perguntas que o levaram a mudanças significativas em sua vida. Ele passou a entender o dízimo como uma bênção e não como um fardo.

“Os crentes não dão 10% [uma prática comum entre os cristãos, seguindo a lei do Antigo Testamento] e ficam com os 90% restantes porque os mereceram”, disse AJ com convicção. “Os 90% também são uma dádiva. Nós os recebemos.”

AJ, Rujee e a filha deles continuam estudando as Escrituras semanalmente na casa de Ryan, agora ao lado de outras pessoas, como uma pequena igreja em fase de crescimento. AJ toca violão durante o culto, e a congregação está orando sobre como usar suas ofertas coletivas para ajudar a trazer mais pessoas a Jesus. AJ continua confiando no plano de Deus, grato por Ele ter provido o suficiente para o sustento de sua família — e ainda mais para compartilhar com os outros.

“Sou o gerente”, diz AJ. “Deus é o dono do restaurante, não eu”.

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